Arquivo para julho \31\UTC 2012

um poema pleno

de um poeta vazio

tá mais pra suspiro

do que pra assovio

todo pretérito é mais-que-perfeito
e no fim, tudo acaba,
não tem outro jeito

não será um poema,
um decreto, um gemido
que me será um abrigo
ou mesmo um sentido

não, meu amigo,
não comigo

hoje, depois de muito tempo,
tentei minhas primeiras flexões não verbais.

e senti, no presente,
todo meu pretérito imperfeito