Arquivo para novembro \16\UTC 2011

para aprender

para viver você deve
aprender a pensar
para só depois
aprender a parar de

para fazer poesia
primeiro você deve
aprender a rimar
depois você
que se foda

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falso otimismo

não se abata
melancolia é como a vida
um dia acaba

oi, ticica!

quando nada mais o afeta
seja talibã,
seja poeta

se não

se não sou eu no trabalho
não sou eu na rua
nem em família
muito menos
na rede social

onde fui parar,
afinal?

finados

mais do que ninguém
sei que a vida
às vezes acaba no
meio da frase,
no início do verso,
depende da ocasião

permita-me o Tempo
que eu complete minha ideia,
meu poema, meu dom
já que a Morte não respeita
nem as regras de pontuação

não freud!

devíamos ter dito
“não, freud!”
logo que o princípio da
realidade
pintou bem no princípio
do prazer