Arquivo para outubro \26\UTC 2010

poeira

eu, poeira que pensa
penar,
me espanto de
pena
e de tanto
tentar

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momento chet baker

o tormento lento do tempo
nesse mundo moinho
fizeram de mim
eu mesmo
sozinho
tão só
quanto
zinho

meaningless

sem que soubesse
sempre quem nunca
se esquece
acaba que se aborrece
com aquilo que cismam
e que bem lá no fundo
nem eu sei se entendi
e nem sei se parece
com algo confuso
que andam dizendo
por aí

Camaranhão

São Luís do Maranhão
e do camarão
que me fez chorar
tenho tantos bons motivos
pra voltar
que nem sei por que
vou

Amar o mar do Maranhão
e seus benditos frutos
foi fácil
difícil foi tornar à terra
ser bípede e ereto,
caminhar.

E sigo teus ventos
que me levam
com gentileza
mas prometo que ao soprar
não irei muito longe de ti
irei bem logo ali
e daqui a alguns dias
estarei no Piauí