Arquivo para junho \03\UTC 2008

prova dos nove

até quando o mundo

se move

só parece

não move

e faz silêncio mesmo

com tanto barulho

nasce uma rosa no asfalto

e ninguém se comove

o mundo anda pobre, pobre

continua esnobe

consome e promove

e não se resolve

até quando o mundo

se move

só parece

olhe bem pra gente

batendo cabeça

e vá fundo

na prova dos nove

o sol, o céu, um sorriso

um milagre por dia

e ninguém se comove

Anúncios

poema de amigo

Eu
precipício do além
(muito além do precipício)
Harém de ninguém
Vício de todo
vício.

Meia bomba de Hiroshima
(que não fode nem sai de cima)
Revolucionário de armário
www
de alfarrábio
Eu

Indócil
Não aceito o atalho como sócio
(o que vem fácil, vai fácil):
quero o fóssil.

Eu
Sarcástico
Beija-flor metálico sob a flor de plástico

Eu

Cobain como ninguém

Sid Vicious desde o início

James Dean
até o

fim.
poema de renato silva, vulgo cidadão das nuvens, jovem poeta paulista, de nobilíssima estirpe…