Arquivo para maio \21\UTC 2007

medômetro

todos meus medos

já foram

medidos

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trincheira

da minha trincheira

eu combato

o hábito de ser

o costume de existir

e o que mais

meu coração pedir

3 e tao

3 e tal da madrugada

e continuo achando

que sozinho

nunca serei nada

minha doce ilusão

ensimesmada

e a paranóia urbana

dilacerada

compõem, juntas

uma só piada

destilada

programada

mal contada

mas bastante acreditada

de manhã

à noite

ou às 3 e tal da madrugada

poema tolo

esse poema

que já nasce tolo

foi ganhando rimas pobres

se fingiu de grande coisa

mas nem chegou a ter um mote

foi ficando por aqui mesmo

sem sequer ter outra estrofe

poema decreto

cada verso meu

é um tiro livre

direto

que bate no chão

ricocheteia no teto

acertando em cheio

os desafetos

em cada palavra, um veto

um não diferente

um olhar à frente

apesar dos descrentes

que preferem viver

entre parênteses

a se elevar

à décima quinta potência

gente que olha pra frente, uni-vos!

tenham menos paciência

o amanhã é uma urgência

cheio de dedos

componho com

parcas rimas

sísmicas

uma antologia

das minhas cismas

soletro minhas dores

e me subscrevo

nesses meus

velhos medos

como drummond,

tenho o sentimento do mundo

e duas mãos cheias

de dedos

eu estou aqui

Jesus Cristo,

eu estou aqui,

no exato momento,

fazendo xixi


Comentários

Angelo Cuissi em (quem sabe um dia) viramos…
Juliana em
Dhyogo Henrique em
mabru em
Angelo Cuissi em moeda
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