Ponte Aérea

ainda bem que

você existe

não agüento mais

ser pombo de praça

perdendo tempo

com alpiste

  

chega de ser metade

saudade, cachaça boa,

é aquela que arde

4 Responses to “Ponte Aérea”


  1. 1 mon fevereiro 16, 2007 às 5:41 pm

    aiaiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai

  2. 2 Vinicius Botelho fevereiro 24, 2007 às 7:47 pm

    Gostei do atestado de obvio. Afinal, é a mais pura verdade: cachaça boa é aquela que arde 🙂

    abraços, Vinicius

  3. 3 Quid??? fevereiro 26, 2007 às 9:52 pm

    Do alpiste à semente de girassol, the Trill is gone.

  4. 4 uhm.. março 2, 2007 às 12:14 am

    li o que você escreveu e me lembrei de um poema de Manoel de Barros.

    A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito. Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê uva, etc. etc. Perdoai Mas eu preciso ser outros. Eu penso em renovar o homem usando borboletas”.

    essa parte em especial: “…Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito..”, acho q por causa do “chega de ser metade”.

    bjs. gostei disso aqui. voltarei mais vezes.


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Comentários

Angelo Cuissi em (quem sabe um dia) viramos…
Juliana em
Dhyogo Henrique em
mabru em
Angelo Cuissi em moeda